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23/11/10

Hej Stockolm Hej då Stockolm (Olá Estocolmo Adeus Estocolmo)

Vida de Erasmus é isto, correr o mais que se poder de um lado para o outro, tentar conhecer o máximo de pessoas e sítios possível. E foi o que aconteceu em mais um fim de semana como vão ver de seguida :)

1ºDia
Tendo em conta tal dica, este fim de semana, fomos descobrir a capital da Suécia e da Escandinávia, Estocolmo.
Com a ajuda da nossa amiga Ryanair lá partimos nós mais uma vez bem cedo, abastecidos com umas belas toneladas de ração de combate (bela da sandes com pão de forma), já que constava que o custo de vida desta cidade não é o mais convidativo à carteira de um normal cidadão português.



O frio que seria de esperar foi logo confirmado à saída do avião. Que gelo...Que "barbeiro"!!
Como já é normal na Ryanair,vamos parar sempre a aeroportos um tanto ou quanto remotos das cidades, mas como já era tudo de esperar, tínhamos ónibus à espera.
Chegados à capital das ilhas (suspensa em 14 no total),e após o habitual check in no hostel,lá fomos nós (quais vikings?) à conquista da capital da Escandinávia.
Começámos pelo ponto que na minha opinião, é um dos mais bonitos,Gamla Stan,uma ilha em jeito de colina, onde está localizada a parte mais velha da cidade.
Para a primeira noite fomos a um belo de um pub irlandês,onde uma banda folk típica Irlandesa estava a tocar. Muito bom ambiente, acolhedor e quente, como típico do norte da Europa, já que na rua não se pode estar.
Apesar de as pernas e a cabeça nos quererem enviar bem cedinho para a cama, eu e o Rúben (o amigo Turco e a amiga Geórgia não resistiram), fomos para a primeira das longas caminhadas que realizamos pela cidade (+-50km no total!!).
Apesar da forte neve que caía tivemos o troco merecido, ou seja, vistas muito boas sobre esta cidade, rodeada de água.

2ºDia
Como já é normal, apesar do cansaço, qualquer viajante que se preze levanta-se bem cedo e numa cidade como Estocolmo em que o Sol se põe nesta altura as 3-4h da tarde, a luz do dia tem de ser o mais aproveitada possível.
Para começar demos uma visita ao mercado de Natal da cidade, na zona antiga (tal como na Alemanha em muitos dos países desta zona da Europa, os mercados de natal são um dos símbolos desta época do ano),onde provamos algumas das iguarias tradicionais da Suécia que nos deixaram de água na boca.

De seguida como qualquer bom turista :), lá fomos ao típico render da guarda, para um qualquer regime monárquico, onde os guardas tinham a caraterística de darem um passo bastante cómico.



Com a tarde a chegar fomos a mais umas ilhas, Skepps-Holmen (mais museus relativos a arte, arquitetura e história da Suécia) e Djurgården, onde visitamos o Vasa Museum.
Para quem pensa que o país do Ikea é dos melhores a trabalhar a madeira e que engenharia, organização e perfeição é com eles, este museu é a prova de que nem tudo isto é verdade.
Precisava o Rei da Suécia em 16.. de mostrar o seu poder à Prússia, e mandou fazer um imponente barco de guerra com este objetivo. Para infeliz sorte do povo e rei Sueco, este barco não andou mais de 20 minutos aqui nos fiordes de Estocolmo, tendo ido ao fundo (Qual Titanic?), devido a uns "pequenos" erros de cálculos.Só 400 anos depois em 196.. o barco foi recuperado e colocado neste museu, onde se pode ter uma imagem da grandiosidade e da obra prima que era o tal Vasa.

Barcos ao fundo, era hora de ir ver algo nunca visto, e que melhor e mais indicado do que um bar na grande maioria construído em gelo.
Apesar de não ser uma das melhores coisas para proteger o planeta do aquecimento global, já que imagino que para manter os blocos de gelo intatos, serão necessários uns belos Mw de energia, a experiência foi única.Nunca antes tínhamos bebido  algo em copos de gelo, estado entre paredes, balcões e bancos de gelo.



Como seria de esperar apesar do cansaço não resistimos a uma proposta de umas finlandesas e lá fomos a um clube zona de Sodermalm. Muita dança e muita cantoria à mistura, como seria de esperar lá ficamos até nos mandarem embora.
(Neste momento pensamos ser os portugueses que mais músicas em Turco e do Besitkas sabemos. Põe-te a pau Joana, que chego a Portugal a saber mais de Turco que tu e a parecer que também estive a fazer Erasmus por aí, Tamam??!!)


3ºDia
Último Dia, aproveitamos para fazer mais uma dezena de quilómetros e ir à zona mais glamourosa da cidade onde o contraste de grandes vivendas, floresta e fiorde, têm um encanto especial Djurgarden.



Mais ou menos perdidos, lá demos com um mercado, onde descobrímos uma sueca que viveu no nosso país irmão durante um ano, e que nos deu a provar alguns dos melhores queijos que comi até hoje.
De volta ao centro da cidade fomos receber a nossa amiga Russa que se lembrou de gastar uns belos euros para passar apenas algumas horas na cidade.
Como o cansaço era muito e as pernas já não aguentavam comigo estava a chegar o fim de mais uma bela jornada.

No fim à que dizer:
Hej då Stockolm e até um dia destes, pois voltarei no Verão num dos próximos anos com certeza.

E só em geito de despedida deixo aqui uma expressão que ficou na memória, isto porque que o rececionista do hostel onde dormimos respondia a todas as nossas perguntas com um:
NO WORRIES!!
NO WORRIES!!

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