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02/12/10

Cai neve em Flensburg, faz sol no meu país...



Antes de mais Entschuldigung (desculpa em alemão), a todos os nossos leitores, pela falta de notícias nos últimos dias.
O trabalho começa a apertar e o tempo a escassear.Claro que o tempo (e Euros :)) para festas e viagens também está a encurtar, mas mesmo assim continuamos a tentar conciliar tudo.

De destacar nestes últimos dias os primeiros nevões, e o intenso frio que tem começado a fazer, além de que, na passada 3ªfeira, houve uma pequena cheia perto do fiorde.
Além de todos estes fenómenos climáticos, de realçar a abertura do Flensburger Weihnachtsmarkt, Mercado de Natal de Flensburg, coisa muito caraterística para esta altura, nos países do centro e norte da Europa.
Nesta 4ª feira, dia 1-12-2010, de forma a comemorar o nosso Feriado em Portugal de Independência face a Espanha, demos uma visita pelo Weichnachtsmarkt, com os nossos colegas de Curso, e bebemos o famoso Gluwine, ou seja, vinho tinto quente para português entender.
Com este frio que se faz sentir cai muito bem, e aconselho a todos experimentarem.

Parece que os dias de Sol em Flensburg já lá vão!! Agora é tempo de vestirmos toda a roupa que temos e tentarmos sobreviver a todo este clima gélido que por aqui se instalou. Espero poder publicar mais umas belas fotos dentro em breve, onde vão poder ver a transformação que uns poucos dias de neve, fizeram na paisagem de Flensburg.

Espero que nos continuem a visitar e a deixar os vossos comentários

Grüße!!

23/11/10

Já neva em Flensburg

Olha Olha, o primeiro nevão em Flensburg. é caso para recitar este belo poema que todos nós conhecemos:


A NEVE (a)
 
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...
 
É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...
 
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento, com certeza.
 
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudade, Deus meu!
 
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
 
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de uns pezitos de criança...
 
E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
- depois em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...
 
Que quem já é pecador
sofra tormentos... enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!
 
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na natureza...
– e cai no meu coração.
 
 
Augusto Gil - Luar de Janeiro, 1909

Hej Stockolm Hej då Stockolm (Olá Estocolmo Adeus Estocolmo)

Vida de Erasmus é isto, correr o mais que se poder de um lado para o outro, tentar conhecer o máximo de pessoas e sítios possível. E foi o que aconteceu em mais um fim de semana como vão ver de seguida :)

1ºDia
Tendo em conta tal dica, este fim de semana, fomos descobrir a capital da Suécia e da Escandinávia, Estocolmo.
Com a ajuda da nossa amiga Ryanair lá partimos nós mais uma vez bem cedo, abastecidos com umas belas toneladas de ração de combate (bela da sandes com pão de forma), já que constava que o custo de vida desta cidade não é o mais convidativo à carteira de um normal cidadão português.



O frio que seria de esperar foi logo confirmado à saída do avião. Que gelo...Que "barbeiro"!!
Como já é normal na Ryanair,vamos parar sempre a aeroportos um tanto ou quanto remotos das cidades, mas como já era tudo de esperar, tínhamos ónibus à espera.
Chegados à capital das ilhas (suspensa em 14 no total),e após o habitual check in no hostel,lá fomos nós (quais vikings?) à conquista da capital da Escandinávia.
Começámos pelo ponto que na minha opinião, é um dos mais bonitos,Gamla Stan,uma ilha em jeito de colina, onde está localizada a parte mais velha da cidade.
Para a primeira noite fomos a um belo de um pub irlandês,onde uma banda folk típica Irlandesa estava a tocar. Muito bom ambiente, acolhedor e quente, como típico do norte da Europa, já que na rua não se pode estar.
Apesar de as pernas e a cabeça nos quererem enviar bem cedinho para a cama, eu e o Rúben (o amigo Turco e a amiga Geórgia não resistiram), fomos para a primeira das longas caminhadas que realizamos pela cidade (+-50km no total!!).
Apesar da forte neve que caía tivemos o troco merecido, ou seja, vistas muito boas sobre esta cidade, rodeada de água.

2ºDia
Como já é normal, apesar do cansaço, qualquer viajante que se preze levanta-se bem cedo e numa cidade como Estocolmo em que o Sol se põe nesta altura as 3-4h da tarde, a luz do dia tem de ser o mais aproveitada possível.
Para começar demos uma visita ao mercado de Natal da cidade, na zona antiga (tal como na Alemanha em muitos dos países desta zona da Europa, os mercados de natal são um dos símbolos desta época do ano),onde provamos algumas das iguarias tradicionais da Suécia que nos deixaram de água na boca.

De seguida como qualquer bom turista :), lá fomos ao típico render da guarda, para um qualquer regime monárquico, onde os guardas tinham a caraterística de darem um passo bastante cómico.



Com a tarde a chegar fomos a mais umas ilhas, Skepps-Holmen (mais museus relativos a arte, arquitetura e história da Suécia) e Djurgården, onde visitamos o Vasa Museum.
Para quem pensa que o país do Ikea é dos melhores a trabalhar a madeira e que engenharia, organização e perfeição é com eles, este museu é a prova de que nem tudo isto é verdade.
Precisava o Rei da Suécia em 16.. de mostrar o seu poder à Prússia, e mandou fazer um imponente barco de guerra com este objetivo. Para infeliz sorte do povo e rei Sueco, este barco não andou mais de 20 minutos aqui nos fiordes de Estocolmo, tendo ido ao fundo (Qual Titanic?), devido a uns "pequenos" erros de cálculos.Só 400 anos depois em 196.. o barco foi recuperado e colocado neste museu, onde se pode ter uma imagem da grandiosidade e da obra prima que era o tal Vasa.

Barcos ao fundo, era hora de ir ver algo nunca visto, e que melhor e mais indicado do que um bar na grande maioria construído em gelo.
Apesar de não ser uma das melhores coisas para proteger o planeta do aquecimento global, já que imagino que para manter os blocos de gelo intatos, serão necessários uns belos Mw de energia, a experiência foi única.Nunca antes tínhamos bebido  algo em copos de gelo, estado entre paredes, balcões e bancos de gelo.



Como seria de esperar apesar do cansaço não resistimos a uma proposta de umas finlandesas e lá fomos a um clube zona de Sodermalm. Muita dança e muita cantoria à mistura, como seria de esperar lá ficamos até nos mandarem embora.
(Neste momento pensamos ser os portugueses que mais músicas em Turco e do Besitkas sabemos. Põe-te a pau Joana, que chego a Portugal a saber mais de Turco que tu e a parecer que também estive a fazer Erasmus por aí, Tamam??!!)


3ºDia
Último Dia, aproveitamos para fazer mais uma dezena de quilómetros e ir à zona mais glamourosa da cidade onde o contraste de grandes vivendas, floresta e fiorde, têm um encanto especial Djurgarden.



Mais ou menos perdidos, lá demos com um mercado, onde descobrímos uma sueca que viveu no nosso país irmão durante um ano, e que nos deu a provar alguns dos melhores queijos que comi até hoje.
De volta ao centro da cidade fomos receber a nossa amiga Russa que se lembrou de gastar uns belos euros para passar apenas algumas horas na cidade.
Como o cansaço era muito e as pernas já não aguentavam comigo estava a chegar o fim de mais uma bela jornada.

No fim à que dizer:
Hej då Stockolm e até um dia destes, pois voltarei no Verão num dos próximos anos com certeza.

E só em geito de despedida deixo aqui uma expressão que ficou na memória, isto porque que o rececionista do hostel onde dormimos respondia a todas as nossas perguntas com um:
NO WORRIES!!
NO WORRIES!!

18/11/10

Quem disse que não se comia bacalhau em Flensburg?


Quem disse que não se 
comia bacalhau em Flensburg?!
Pois é... 

Só temos a dizer obrigada à nossa amiga Brasileira, Rute e à sua amiga Mareike
que nos proporcianaram um belo de um jantar :)




Estas nossas amigas fazem parte de uma Associção, Weltburger Cidadãos Do Mundo, que tem como principal objetivo a ajuda a estudantes estrangeiros que cheguem a Flensburg.


Desde já o nosso muito obrigado, danke, pela noite proporcianada :)

E agora é voar para Estocolmo!


Daremos todas as novidades em Breve
Tshus