Dia 1
Mais um fim de semana mais uma viagem.
E que sítio melhor para viajar do que Berlim, a cidade que considero ser a capital da Europa, e que tem toda uma história que demonstra quantos muros se tiveram de derrubar para chegar ao espírito de uma União Europeia!
Com comboio marcado para bem cedo, lá partimos nós rumo à cidade onde tudo é possível.
Com todo o conforto que os comboios alemãs nos podem oferecer, chegamos ao início da tarde, tendo servido a viagem para saber algumas coisas da cidade, jogar umas cartas e petiscar umas coisas.
Tratado o check in no hostel, lá fomos nós à primeira investida sobre Berlim, mais concretamente à grande Torre Fernsehturm (365 m), construída na década de 60, de forma a mostrar o poderio do Leste em relação ao Oeste de Berlim, ou seja do Comunismo face ao Capitalismo.
Apesar da chuva houve oportunidade para um primeiro passeio, pela zona da ilha dos Museus (onde estão concentrado alguns dos museus mais importantes da cidade incluindo a catedral de Berlim).
Quanto à noite, foi de arromba, como é de esperar numa cidade como Berlim. Como a cidade é enorme e o conhecimento dos bares não era muito grande, decidimos optar por fazer um Tour alternativo, onde nos levaram a alguns dos bares mais estranhos por onde passei até hoje.
Por exemplo um bar gótico, onde o interior mais se assemelhava a uma catedral, cheia de pessoas com pretensões a serem Vampiros ou Diabos bebendo algo semelhante a sangue :). Outro bar, marcava a diferença, por ter no interior uma mesa de Ping-Pong, onde a galera jogava à Roda.
E para terminar o dia da melhor forma nada melhor que um club numa zona de antigas fábricas, para bater um pezinho de dança.
Dia 2
A muito custo lá se levantou tudo, após uma curta noite de sono, para desfrutar de mais um dia em Berlim.
O Ponto de partida foi Branderburger Tor, a porta de entrada de Berlim, e principal símbolo de uma Alemanha reunificada.
Aqui tínhamos à espera um jovem guia, que se revelou fantástico, a forma como ele falava de Berlim e de toda a sua história foi brilhante, demonstrando o quanto ele adorava a cidade.
Explicados alguns dos detalhes da história da Alemanha, de Berlim e desta área da cidade, seguimos caminho até a um dos momentos mais estranhos mas ao mesmo tempo mais emocionantes da atual Berlim, o Memorial ao Holocausto, composto por milhares de blocos de cimento. Tal como o guia nos disse, não há explicação para a forma do monumento, sendo que o objetivo é fazer as pessoas, chegar às suas próprias conclusões, daquilo que ele representa.
Continuando a visita passamos por alguns dos sítios mais famosos, tanto do regime fascista, como do período da Berlim dividida, Buncker onde Hitler morreu (atualmente um parque de estacionamento :)), edifícios administrativos, Check Point, Universidade, Catedrais,partes do Muro e alguns Museus.
Para finalizar esta visita guiada foi-nos contada de uma forma excecional a forma de como se deu a queda do Muro e dos passos políticos dados até se dar o dia 4 de Outubro de 1989.
Apesar do cansaço,o dia não podia terminar cedo. Próxima estação seria o East Side Galerie (maior troço do Muro de Berlim ainda de pé), onde estão pintados alguns memoriais relativos a Berlim e à sua história.
Com um dia tão cansativo, nada melhor para restaurar energias, que um belo jantar num típico restaurante alemã, com a bela da cerveja e prato alemães.
Desta vez fiquei-me por um bife, que pelo que me pareceu se assemelhava a fiambre, que caiu que nem ginjas.
Dia 3
Como a noite anterior tinha sido puxada e ainda restavam muitos sítios para ver ou voltar a ver, nada melhor que uma incursão sozinha por Berlim à noite. Momento para pensar em todas as lições que a história desta cidade nos pode ensinar, e que apesar de muitos muros aparecerem durante a nossa vida, é possível derrubá-los.
Último dia em Berlim, foi um pouco mais leve, ficando-me por uma visita ao Reichstag, Parlamento Alemão e antigo palácio do Imperador da antiga Prússia e da Alemanha.
Com muita história e mais uma série de aventuras na bagagem, lá se partiu ao ponto de partida, mas com a promessa de voltar e tentar da próxima vez não ser tanto um turista mas mais um Berliner :), e encontrar claro está o Xaral Pedro Moura e o Sr. Hugo Estrela.






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