Pois é, parece que a saga dos sem abrigo portugueses em Flensburg chegou ao fim, e da melhor forma. Conseguimos arranjar um belo quarto numa zona muito nice e calma da cidade. O preço tendo em conta que estamos num colosso Europeu chamado Alemanha não está nada mal.
O balanço final até chegarmos à nossa casa, permite-nos estabelecer um novo record no que toca à mudança de casas em Flensburg, em 12 dias fizemos um total de 6 casas diferentes (nada mau :) ).
Quanto à nossa vida durante estes últimos dias, tem sido cheia de aulas de alemão e de passeios "por sítios nunca antes navegados por nós".
As aulas de alemão estão a ser o que mais ou menos esperávamos, uma fava dura de roer. As palavras gigantescas, a sua pronúncia, a dificuldade de as memorizar, o gozo da professora face à situação económica do nosso país em conjunto com a Grécia... mas mesmo assim começo a ganhar a esperança de que vou sair daqui com uma bela bagagem de alemão. Agora é treinar com elas e com eles :).
O fim de semana precoce começou com a chegada do casal Viana e do seu reguila filhote Fábio, que nos proporcionaram desfrutar de 5 dias fantásticos. Logo para começar podemos matar saudades pela 1ª vez da cozinha e da cerveja portuguesa, num belo restaurante Tuga existente em Flensburg. Ficamos rendidos ao prato que nos foi servido e claro está à cerveja Sagres.
Pena foi que não nos tivéssemos lembrado que era o dia de aniversário do Sr. Mário Viana (ficamos mal na fotografia). Para mim o exemplo de vida deste emigrante português é qualquer coisa de exemplar, já que entrou novo na Alemanha, começando do zero, foi subindo subindo até chegar à situação de director de um banco na grande cidade de Hamburgo. Espero que um dia me possa gabar de tal história :).
Os passeios começaram na passada sexta-feira com uma visita à ilha alemã de Sylt, a última do arquipélago que se encontra junto à costa alemã, conhecida por ter a forma de uma bailarina. A chegada até lá só foi possível graças a um comboio onde entram os carros com destino à ilha. Foi uma experiência que acho ser impossível em Portugal, mas que num futuro bem próximo graças ao nosso Eng. Sócrates pode ser possível com o TGV (UPS...já não vamos ter TGV tão depressa pois é).
À medida que íamos andando no comboio podemos observar uma das atuais caraterísticas desta zona do mundo, os extensos parques eólicos, uma loucura.
Quanto à ilha pelo que nos chegou aos ouvidos é muito apreciada pela elite alemã, mas à parte disso é de uma beleza extraordinária tanto a fauna, flora e própria geologia. A construção das próprias casa é engraçada já que os telhados sem numa espécie de palha (talvez colmo), uma espécie de casas de Santana na Madeira. De realçar a preocupação que os alemãs têm de integração das edificações com a paisagem em redor (longe dos atentados urbanos que acontecem na costa portuguesa).
O dia de sábado, começou com aquela que desejamos ser a última mudança de casa.Após esse grande momento seguimos viagem com destino à zona de Ringkøbing Fjord na Dinamarca, aproximadamente a 200 km da distância de Flensburg. Apesar de algumas quebras ao longo da viagem (é difícil permanecer acordado nestas estradas tão direitas e sem buracos), conseguimos ver enormes campos de milho, enormes pastagens para cavalos, vacas, ovelhas, gansos...
O destino final surpreendeu-nos, devido ao enorme vento que lá existia, permitindo que dezenas e dezenas de kitesurfistas e windurfistas aproveitassem da melhor forma a tarde ventosa de sábado. Para quem nunca tinha pensado que nesta zona do mundo havia surfistas (o meu caso), enganei-me e bem, pois havia tanto homens como mulheres, velhos e novos.
À volta passamos por mais uma ilha do género da de Sylt, mas esta já dinamarquesa e com acesso por ponte, de nome Rømo. O jantar foi uma bela de uma paella ao bom estilo espanhol e após voltarmos à nossa casa, fomos ter com a malta de Erasmus para encantar Flensburg no Karaoke. Eu e o meu amigo Cian da Turquia fizemos uma dupla que promete fazer sucesso por Flensburg.
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