Como poderam reparar nos últimos dias, estive pela Holanda, país que qualquer jovem da minha idade pretende visitar,pelas bem conhecidas razões.
Como já é habitual usamos o nosso bem conhecido
http://www.mitfahrgelegenheit.de/, para encontrar uma boleia que nos levasse até Utrecht, cidade onde o nosso amigo Dusty está a estudar por um ano.
Após 6 horas de viagem, chegamos ao destino final, Zeist (cidade nos arredarores de Utrecht), onde iríamos ficar nos próximos dias.
Ambiente de residência com estudantes de vários países,com direito a mais um intercâmbio cultural,bem ao meu gosto.
A imagem deixada pelas pessoas da Holanda durante estes dias infelizmente não foi a melhor, ao contrário do que estavamos à espera.As pessoas que nos atendiam nas estações, e os estudantes holandeses da residência, tinham aquilo a que se pode chamar "trombicse aguda",respondendo-nos e olhando-nos sempre da pior forma (não sei se Portugal está a dever muito dinheiro à Holanda, ou se continuam cheios de inveja por no Brasil se falar português e não holandês).
Primeiro destino foi a pequena cidade de Zeist,do tamanho de Flensburg,onde tivemos um primeiro cheiro a Holanda ou seja, canais, coffeeshops, bicicletas.
Neste primeiro passeio conhecemos uma malta de 14- 16 anos, que nos deu a imagem do que pode acontecer num país onde a droga é legal para venda a partir dos 18 anos, ou seja, jovens "mocados" às 4 da tarde, e todos felizes por fumarem erva.
Todos contentes eles lá nos mostraram onde era a coffeshop de Zeist.Entramos mas como a curiosidade era tanta,o nosso amigo Dusty lembrou-se de tirar uma foto com flash, pelo que , o dono não gostou muito e nos mandou para a rua :).
Como já é de esperar não passamos sem dar um pesinho de Dança e fizemos uma incursão na discoteca que faz mecher os estudantes internacionais, a Puma (Max cá do sítio).
Dia seguinte foi a vez de conhecer a bela cidade de Utrecht.
Típica cidade Holandesa, rompida por pequenos canais que traçam as direções das ruas e das casas.
Aqui tivemos a primeira oportunidade de ver engarrafamentos de bicicletas,e de ver o quão perigoso é andar no meio de uma rua Holandesa. O risco de atropelamento para aqueles que desconhecem a lei das prioridades na Holanda é enorme,e claro nós não fomos exceção. Com muito susto à mistura, lá sobrevivemos a mais um desafio.Utrecht é conhecida por ser uma cidade de estudantes e com grande importância no passado a nível religioso, sendo o seu principal monumento a catedral.... No Horizonte de Utrecht a torre desta catedral salta à vista, mas ao dirigirmo-nos na descoberta da catedral um fato salta à vista, uma parte da catedral não existe,devendo-se a uma tempestado no século XVII que fez com que hoje só a torre e a parte de trás ainda estejam de pé.
Próximo dia Amesterdão,cidade onde se diz tudo ser permitido,e a cada pessoa caber decidir aquilo que quer.
Gostei deste lema,mas não deixa de ser curioso e surpreendente observar tudo o que se passa nesta cidade, de tantos contrastes.
Igrejas rodeadas pelas bem famosas montras de Amesterdão (que como sabemos não são lojas que vendam os normais souvenires,mas sim por alugarem mulheres e não só). Milhares de pessoas que andam de bicicleta,que nos pode levar a pensar que se preocupam com a sua saúde, mas depois uma cidade cheia de coffeshops,onde a venda de drogas é legal.
Tal como em Berlim,conhecemos uma boa parte da história de Amesterdão graças a mais um fantástico guia, que sentia toda a magia desta cidade. Aconselho a todos a usarem os guias desta empresa
http://www.neweuropetours.eu/ , nas várias cidades onde estão presentes, pois fazem um trabalho fantástico e no fim são as pessoas que dão o dinheiro que quiserem consoante a qualidade que acharam da visita.
Algumas das histórias contadas revelaram o porquê de tantos liberalismos, terem sido 5 portugueses a levar o judaísmo para lá (exite uma sinagoga chamada de Sinagoga Portuguesa), a cultura de luta e protesto dos holandeses, o fato de terem sido dos primeiros países a abolir a escravatura,ter sido em Amesterdão a existência da primeira Bolsa de Valores (sede das West Indies), de terem sido a única cidade durante o Nazismo, onde o povo se uniu na defesa dos Judeus,e muitos outras histórias.
Já é da praxe as longas caminhadas por todas as cidades que temos visitado,e mais uma vez varremos a cidade de ponta a ponta.
Como seria de esperar passamos pela mundialmente famosa Red Light District,e o cenário é de deixar de boca aberta, à semelhança de Hamburgo.
Em qualquer ruela por mais escondida que seja há uma luz vermelha simbolizanda, que ali se "alugam mulheres", desde que se pague.
Como nos foi dito pelo guia todos estes liberalismos que Amesterdão e a Holanda no geral nos proporcionam, podem ter os dias contados,já que o atual governo é bastante conservador e tem mudado e diminuido de dia para dia aquilo que nos foi ensinado de "Amesterdanismo",ou seja, tens liberdade de o fazer,mas és tu a tomar a decisão e tens de respeitar os outros.
Portanto para aqueles que pretendem ver Amesterdão, por aquilo que é mais conhecido aconselho a fazerem uma visita brevemente, ou rezarem para que os cidadãos desta cidade, façam aquilo que melhor sabem fazer, ou seja lutarem pelos seus direitos e ideais.
De volta a Zeist fomos surpreendidos por uma boa quantidade de bombas e foguetes que o Dusty nos tinha comprado. As condições para uns belos "Bums" estavam reunidadas e foi isso que veio a acontecer nos dias seguintes.
Dia de passagem de Ano,parecia uma manhã de alvorada À antiga Minderica. Foguetes mais Foguetes,um cenário digno de uma Guerra, onde as explosões aconteciam num mínimo a 30 segundo.(vejam o vídeo)
Como estava traçado a noite de passagem de ano foi passada no centro de Amesterdão,bem no centro da guerra, pois as bombas e foguetes foram a imagem de marca.
Foi uma passagem de Ano muito boa, que me fez desejar que 2011 possa ser tão bom quanto foi 2010.
Mais histórias espero ter para contar nos próximos dias, sendo que as próximas viagens devem passar por Berlim e Copenhaga.
Um grande 2011 a todos os meus familiares, amigos e visitantes do Blogue!!